Existe uma nova disputa acontecendo na internet, uma disputa que vai muito além de aparecer no Google.
Durante anos, empresas investiram em SEO, anúncios, avaliações e redes sociais para serem encontradas pelos consumidores. Mas a inteligência artificial começa a mudar essa dinâmica. Quando alguém pergunta ao ChatGPT qual restaurante escolher, qual hotel reservar, qual software contratar ou qual produto comprar, a resposta já não precisa ser uma página com dezenas de alternativas. A IA pode entregar diretamente uma shortlist com três ou quatro recomendações.
E isso cria uma nova métrica para as marcas: o Share of Recommendation.
Se o market share mede participação nas vendas e o share of search mede participação nas buscas, o Share of Recommendation tenta responder a uma pergunta diferente: quando um consumidor pede uma recomendação para uma IA, com que frequência a sua empresa aparece entre as opções?
A mudança é importante porque os modelos constroem suas recomendações combinando avaliações, sites, notícias, diretórios, redes sociais e inúmeras outras informações disponíveis digitalmente. Aos poucos, tudo aquilo que antes tratávamos separadamente (SEO, reputação, imprensa, reviews e presença digital) passa a formar uma espécie de reputação computacional da marca.
E existe outra transformação acontecendo: a IA não necessariamente substitui Google, avaliações ou sites. Ela pode passar a ocupar uma posição anterior na jornada, decidindo quais empresas o consumidor sequer considerará pesquisar.
É como se a internet estivesse ganhando uma nova prateleira. Só que, desta vez, existe um curador algorítmico escolhendo quais produtos e empresas colocar nela.
Durante a primeira internet, era preciso ter um site. Depois, aparecer no Google. Nas redes sociais, vencer o algoritmo de distribuição. Agora surge uma quarta exigência: ser recomendável por máquinas.
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E isso deixa uma pergunta que pode se tornar cada vez mais importante para qualquer empresa: quando o consumidor perguntar a uma inteligência artificial quais três marcas deveria considerar, a sua estará entre elas?
Porque na próxima fase da internet, talvez não baste mais ser encontrado.
Será preciso ser escolhido.









