Meli nas Corridas, Made By Robots, Brasil Lab e o Corte de 4 mil pessoas
Bom dia. Hoje é 2 de março. Nesse mesmo dia, em 1969, o Concorde fez seu primeiro voo. O tempo total no ar foi de 27 minutos. A velocidade máxima co Concorde chegava a 2.180km/h. Isso é mais do que o dobro da velocidade de cruzeiro dos aviões de passageiros atuais.
Mercado Livre na Stock Car
O Mercado Livre já entendeu uma coisa que muita empresa ainda trata como detalhe: esporte não é mídia. É emoção. É energia. É velocidade. E isso combina demais com uma marca que nasceu digital, mas opera no mundo físico, com caminhão, avião e entrega no dia seguinte.
Eles já estão na Fórmula 1 apoiando três pilotos. Estão no tênis. Estão no futebol. Agora criam uma equipe própria na Stock Car. Não é uma ação de marketing qualquer. É coerência de marca. É ocupar territórios onde performance não é discurso, é prática.
Quando um carro larga, quando um piloto disputa curva, quando um jogo decide nos minutos finais, existe tensão, potência, decisão em milésimos. É exatamente esse imaginário que a marca quer colar em si. Velocidade. Escala. Execução.
No fim, o Mercado Livre não está patrocinando esporte. Está associando sua plataforma a um estado mental. Quem acelera na pista pode acelerar no negócio. Quem entrega performance no esporte reforça a promessa de entrega no dia seguinte. Isso é construção de marca de longo prazo.
Made by Robots
A BMW está levando a produção automotiva para um novo patamar. A montadora vai testar robôs humanoides trabalhando na linha de produção da sua fábrica em Leipzig, na Alemanha, a partir de abril de 2026. Essa será uma das primeiras aplicações reais desse tipo de tecnologia em grande escala na Europa.
A ideia é usar IA integrada com robôs físicos para tarefas monótonas, precisas e fisicamente exigentes, como montagem de baterias e componentes, ampliando o que já vem sendo feito com automação tradicional.
Esse projeto segue um piloto feito nos Estados Unidos no ano passado, onde robôs humanoides ajudaram na produção de mais de 30 mil veículos, mostrando que essas máquinas podem operar em ambiente industrial real e não apenas em laboratório.
O movimento é profético: a indústria automotiva está começando a colocar corpo real na visão que muitos traçam para o futuro do trabalho e da produção, onde IA e seres humanos colaboram lado a lado para elevar produtividade, qualidade e segurança no chão de fábrica.
Brasil: o laboratório tech do mundo
Brian Chesky, fundador do Airbnb foi direto: o Brasil virou laboratório para a empresa. O país não é apenas um dos maiores mercados do Airbnb (está no top 5 global) e responde por uma parcela expressiva do crescimento da plataforma no mundo. Quando algo funciona aqui, serve de referência para outras regiões.
E isso acontece porque o Brasil adota tecnologia rápido. Somos um dos países top 3 em uso de redes sociais, dominamos o WhatsApp, lideramos consumo de vídeo e engajamento em apps antes de muitos mercados maduros. Essa velocidade de uso transforma o país em plataforma de teste real para funcionalidades, produtos e modelos de negócio.
Chesky citou um exemplo curioso e relevante: o Brasil é o país número 1 do mundo em número de corridas da Uber. Esse tipo de dado mostra o quanto nossa população interage com tecnologia diariamente, não só superficialmente, mas no centro da rotina das pessoas. É esse comportamento que empresas globais querem observar e aprender.
Não é exclusividade do Airbnb. Apps chineses e outras gigantes digitais usam o Brasil assim: testam, aprendem e escalam. A lógica é simples: quando um mercado responde com rapidez e volume como o brasileiro, ele se torna um espelho do que pode acontecer em outros contextos. O Brasil deixou de ser só “grande mercado”. Virou laboratório de uso e inovação.
Jack cortou 4 mil
Jack Dorsey, fundador do Twitter, só verbalizou o que quase todo CEO já entendeu em silêncio. Cortou mais de 4 mil pessoas na Block não porque a empresa estivesse mal, mas porque a inteligência artificial permite operar com menos gente e mais margem. Ele apenas fez em voz alta o que muitos estão fazendo aos poucos.
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A conta começa a fechar rápido demais: a produtividade sobe, o lucro melhora e a estrutura encolhe. A tecnologia deixa de ser só ferramenta e vira ativo que substitui o humano no trabalho. Não é uma previsão ou uma possibilidade. Já acontece toda hora.
O ponto desconfortável é que isso não é um caso isolado. É uma tendência estrutural. Quando uma empresa relevante mostra que dá para entregar mais com menos pessoas, ela cria pressão competitiva. Quem não fizer, perde margem.
Jack não inventou o movimento. Só acelerou o relógio. A pergunta não é se outras vão seguir. É quem será a próxima a admitir, publicamente, o que todo mundo já sabe que vai acontecer. A empresa Block tinha antes 10 mil funcionários.






