Queda da Microsoft, Expansão do Waymo, Data Center no Espaço e IPO do AgiBank
Bom dia! Hoje é 2 de fevereiro. Nesse mesmo dia, em 1892, o Porto de Santos era inaugurado. Surgiu como infraestrutura para o ciclo do café, mas rapidamente se transformou na principal artéria logística do país. Mais de um século depois, Santos segue sendo o maior porto da América Latina em volume, sustentando exportações, industrialização, agronegócio e a inserção do Brasil no comércio global.
A queda da Microsoft
Depois de viver um momento mágico no início da corrida da inteligência artificial, quando fez aportes bilionários na OpenAI e se tornou uma das maiores acionistas, o clima mudou para a Microsoft. E as ações refletem isso.
Em 6 meses, a companhia saiu da casa dos US$ 4 trilhões para os atuais US$ 3,2 trilhões. Uma queda importante de 24%, o que contradiz a lógica global de cada vez mais consumo e demanda por inteligência artificial.
Nesse mesmo período, as ações do Google dispararam 49%, o que torna o momento da Microsoft ainda mais delicado. O Google Cloud disputa com a Microsoft Azure a segunda posição no mercado global de nuvem. A Amazon AWS lidera.
O maior drama da Microsoft hoje está relacionado ao Copilot, embarcado no Office. A aposta principal era tornar essa ferramenta indispensável para o usuário final. Contudo, a taxa de adesão é baixa e não há uma solução à vista.
O início da dominação?
A Waymo, empresa de carros autônomos do Google, está prestes a fechar uma rodada de captação de investimentos, agora em fevereiro. Estima-se que o valor chegue a US$ 16 bilhões, o que elevaria o valor da companhia para US$ 110 bilhões.
O destino desse dinheiro todo seria a expansão do serviço de carros autônomos, que já opera em diversas cidades americanas. A Waymo é a companhia mais avançada nesse tipo de tecnologia do mundo e transporta centenas de milhares de pessoas.
O anúncio do aporte vem num momento delicado, onde um carro da companhia recentemente atropelou uma criança. O choque foi a 9km/h e não causou ferimentos. Mas, como é de se imaginar, causou grande alvoroço.
Estudos disseram que, se um motorista humano estivesse na direção, o tempo de reação teria sido maior, o que teria feito a criança ser atingida a uma velocidade de 29km/h. O resultado desse impacto seria muito mais danoso.
Data Centers no espaço
Elon Musk pediu, através da SpaceX, autorização ao governo dos EUA para colocar 1 milhão de satélites no espaço. A ideia é criar uma constelação capaz de operar como um gigantesco data center, impulsionando a infraestrutura de IA na terra.
O plano parece ambicioso, mas os fundamentos são bons: no espaço, não seria necessário usar água para resfriar os equipamentos e a energia necessária viria diretamente do sol. Água e energia são pontos cruciais para data centers.
Esse anúncio acontece num momento importante. A SpaceX pode fazer seu IPO neste ano, naquela que seria a maior entrada de uma empresa na bolsa dos EUA. Também fala-se muito de uma fusão da empresa com a XaI, outra empresa de Musk.
A SpaceX tem atualmente cerca de 10 mil satélites em órbita, que fornecem acesso a internet via satélite de alta velocidade no mundo inteiro, a um custo acessível. Há pouco tempo atrás, isso era algo impensável.
Mais um IPO?
Depois do sucesso do IPO do PicPay, é possível que outra fintech brasileira desembarque em breve na bolsa americana. O AgiBank, fundado em 1999 por Marciano Testa, em Caxias do Sul, tornou-se a bola da vez.
A expectativa da empresa é captar US$ 830 milhões, o que avaliaria a companhia em algo próximo a R$ 17 bilhões. Caso tudo isso se confirme, podemos estar no início de uma nova era de IPOs brasileiros nos EUA. O último antes do PicPay foi em 2021.
O ânimo dos investidores com as fintechs brasileiras é sustentado por dois casos de sucesso na bolsa americana: Nubank e Inter. Os dois bancos brasileiros valem hoje quase 3 vezes mais do que valiam no momento do IPO.
Parece que há um novo movimento de otimismo com as empresas brasileiras. É bom ver isso acontecer, depois de um longo período de “inverno". Tomara que mais e mais empresas consigam êxito. E que as que fizerem IPO agora, entreguem performance.






