A Revolut acaba de dar um passo que parece uma evolução de produto, mas na prática representa uma mudança de lógica na forma como interagimos com serviços financeiros. Ao lançar o AIR, sua camada de inteligência artificial, a empresa não está apenas adicionando um assistente ao aplicativo. Está, silenciosamente, substituindo toda a interface.
É fascinante observar a Revolut materializar o que chamamos de LUI (Language User Interface) como camada primordial. Entretanto, sob a lente da Experiência Humana (HX), essa mudança de paradigma nos convida a uma reflexão mais profunda do que a mera eficiência operacional.
Ao substituir a interface visual por um modelo de Intenção e Agenciamento, o sistema reduz o que o antropólogo Edwin Hutchins chama de Cognição Distribuída. A interface gráfica (GUI) não é apenas um 'caminho até a ação', mas uma ferramenta de letramento e consciência cognitiva. Quando 'declaramos intenções' a um agente que orquestra tudo silenciosamente, ocorre um fenômeno de Black-boxing (conforme teorizado por Bruno Latour): o processo de tomada de decisão financeira torna-se opaco, e o usuário perde a capacidade de auditar a lógica por trás da execução.
Além disso, a eliminação total da fricção ignora a importância da Fricção Produtiva. Como aponta Daniel Kahneman, decisões financeiras saudáveis exigem o engajamento do Sistema 2 (analítico e deliberativo). Ao transformar escolhas complexas em comandos triviais, a IA pode potencializar o Present Bias (viés do presente), priorizando a conveniência imediata em detrimento do planejamento de longo prazo.
O diferencial competitivo do futuro talvez não seja quem 'resolve melhor a intenção', mas quem consegue manter a Agência Humana em um mundo de automação invisível. Menos cliques são ótimos para a conversão, mas a autonomia do sujeito exige transparência e possibilidade de dissidência — algo que uma camada de orquestração puramente funcional pode, silenciosamente, erodir.
Júnior, agora ficou divertido para nós usuários mas, sem dúvida, o desafio de conectar, integrar e federar os dados existentes, dispersos em várias tecnologias e plataformas, esse ainda durará.
O app com seus menus e caminhos faz justamente a troca entre os sistemas, como se fosse o nosso sistema modal, carro, metrô, ônibus e etc.
Veremos aqui no Brasil quem dará o primeiro passo em busca da intenção!
É fascinante observar a Revolut materializar o que chamamos de LUI (Language User Interface) como camada primordial. Entretanto, sob a lente da Experiência Humana (HX), essa mudança de paradigma nos convida a uma reflexão mais profunda do que a mera eficiência operacional.
Ao substituir a interface visual por um modelo de Intenção e Agenciamento, o sistema reduz o que o antropólogo Edwin Hutchins chama de Cognição Distribuída. A interface gráfica (GUI) não é apenas um 'caminho até a ação', mas uma ferramenta de letramento e consciência cognitiva. Quando 'declaramos intenções' a um agente que orquestra tudo silenciosamente, ocorre um fenômeno de Black-boxing (conforme teorizado por Bruno Latour): o processo de tomada de decisão financeira torna-se opaco, e o usuário perde a capacidade de auditar a lógica por trás da execução.
Além disso, a eliminação total da fricção ignora a importância da Fricção Produtiva. Como aponta Daniel Kahneman, decisões financeiras saudáveis exigem o engajamento do Sistema 2 (analítico e deliberativo). Ao transformar escolhas complexas em comandos triviais, a IA pode potencializar o Present Bias (viés do presente), priorizando a conveniência imediata em detrimento do planejamento de longo prazo.
O diferencial competitivo do futuro talvez não seja quem 'resolve melhor a intenção', mas quem consegue manter a Agência Humana em um mundo de automação invisível. Menos cliques são ótimos para a conversão, mas a autonomia do sujeito exige transparência e possibilidade de dissidência — algo que uma camada de orquestração puramente funcional pode, silenciosamente, erodir.
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Júnior, agora ficou divertido para nós usuários mas, sem dúvida, o desafio de conectar, integrar e federar os dados existentes, dispersos em várias tecnologias e plataformas, esse ainda durará.
O app com seus menus e caminhos faz justamente a troca entre os sistemas, como se fosse o nosso sistema modal, carro, metrô, ônibus e etc.
Veremos aqui no Brasil quem dará o primeiro passo em busca da intenção!