iFood Impacta Imóveis, Farmácia de Rico, Os Cortes da IA e A Virada da Samsung
Bom dia! Hoje é 27 de julho. Nesse mesmo dia, em 1921, o cirurgião canadense Frederick Banting e o estudante Charles Best documentaram os avanços cruciais no isolamento da insulina na Universidade de Toronto. O feito abriu as portas para a moderna indústria farmacêutica e biotecnológica, transformando o diabetes de uma condição fatal em algo tratável e gerando um debate histórico sobre ética e patentes na medicina.
O Impacto do Delivery no Mercado Imobiliário.
A Benx Incorporadora começou a incluir elevadores exclusivos para delivery em seus empreendimentos de altíssimo padrão. O porteiro recebe a encomenda e o sistema leva refeições, medicamentos e pequenos pacotes diretamente ao hall de serviço do apartamento.
Cada elevador custa aproximadamente R$ 400 mil por torre. Parece muito, até compararmos com o VGV estimado de R$ 1 bilhão de cada empreendimento: o investimento representa apenas 0,04% do valor do projeto.
O luxo, nesse caso, não está apenas no mármore, no acabamento ou no tamanho do apartamento. Está na capacidade de eliminar atritos, aumentar a segurança e preservar a privacidade do morador.
O delivery deixou de ser apenas uma funcionalidade dentro de um aplicativo. Tornou-se uma força capaz de modificar a arquitetura dos edifícios, o funcionamento das portarias e a logística dos condomínios.
Toda mudança de comportamento que ganha escala acaba se transformando em infraestrutura. Primeiro mudamos a maneira de consumir. Depois, as empresas, as cidades e até os prédios precisam se adaptar.
A Farmácia do Rico Não Tem Remério.
Nos novos condomínios de luxo, sejam eles nas grandes cidades ou no interior, o cliente raramente chega na farmácia interna procurando tratamento para uma doença. Ele procura longevidade, beleza, suplementação e bem-estar.
Nas farmácias tradicionais, os medicamentos representam entre 60% e 70% do faturamento. Nessa operação, a lógica se inverte: 60% da receita vem de dermocosméticos, perfumaria e produtos sem prescrição. Apenas 40% vem de remédios.
Até as canetas emagrecedoras ajudam a movimentar outras categorias. As vendas de produtos com proteína, como whey, barras e cafés, cresceram mais de 80% em um ano. Sim, a farmácia já não tem cara de farmácia no lugar onde o rico vive.
É um retrato interessante da transformação do varejo farmacêutico. A farmácia deixa de ser o lugar procurado quando alguma coisa está errada e passa a ser frequentada por quem deseja otimizar aquilo que já está funcionando.
A renda muda não apenas o que as pessoas compram, mas também por que elas compram. Para a maior parte da população, a farmácia ainda é um lugar de tratamento. Para o consumidor de alta renda, ela começa a se transformar em uma loja de prevenção, estética, performance e longevidade.
A Lógica dos Cortes de IA
A TechCrunch já contabiliza 21 grandes empresas de tecnologia que citaram a inteligência artificial ao anunciar demissões em 2026. Apenas nos Estados Unidos, o setor eliminou quase 140 mil vagas desde o início do ano.
A Monday.com cortará cerca de 20% dos funcionários. A Oracle reduziu seu quadro em 21 mil pessoas em 12 meses. A Meta demitiu 8 mil profissionais, mas transferiu outros 7 mil para funções relacionadas à IA.
Esses números revelam que a lógica não é simplesmente substituir uma pessoa por um robô. As empresas estão achatando estruturas, eliminando funções intermediárias e reconstruindo suas equipes ao redor de novos fluxos de trabalho.
A IA permite que grupos menores produzam mais. Ao mesmo tempo, exige investimentos gigantescos em chips, data centers e infraestrutura. Parte do dinheiro que antes financiava folhas de pagamento agora está sendo transferida para capacidade computacional.
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Em muitos casos, a IA não é a única causa dos cortes. Mas ela se tornou o acelerador da reestruturação. E também a narrativa utilizada para justificá-la. A empresa tradicional foi construída para coordenar milhares de pessoas. A empresa AI First será construída para combinar poucas pessoas extraordinárias com milhares de agentes digitais.
A Samsung Voltou ao Jogo.
A Samsung fechou uma parceria estimada em mais de US$ 200 bilhões com a Broadcom, válida até 2030. O acordo envolve fabricação de chips avançados, memórias e encapsulamento para infraestrutura de inteligência artificial.
O principal mercado atacado é o da TSMC, empresa que atualmente fabrica grande parte dos chips avançados projetados pela Broadcom e domina mais de 70% do mercado global de foundries.
A Samsung possui uma vantagem estratégica importante: consegue oferecer praticamente o pacote completo. Pode fabricar o processador, fornecer a memória e realizar o encapsulamento avançado dentro do mesmo ecossistema.
Na fabricação, tenta capturar espaço da TSMC. Nas memórias de alta performance, disputa contratos com SK Hynix e Micron. No encapsulamento, compete novamente com a estrutura montada pela TSMC.
Mas existe uma nuance importante. Talvez a Samsung não esteja apenas tomando mercado dos concorrentes. Ela também está capturando uma demanda nova que cresceu rápido demais para depender de um único fornecedor.
A corrida da IA está criando um problema para empresas como Broadcom, Nvidia, Google e OpenAI: não basta projetar chips melhores. É preciso encontrar quem consiga fabricá-los em escala. Durante anos, a Samsung pareceu ficar para trás nessa disputa. Agora, entra novamente no jogo com um contrato de US$ 200 bilhões.






