Destino: Lua, M&A Farmacêutico, Chat Anúncios e Super Bowl Milionário
Bom dia. Hoje é 10 de fevereiro. Nesse mesmo dia, em 1996, o supercomputador Deep Blue da IBM derrota pela primeira vez o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov num jogo oficial, um momento simbólico na história da inteligência artificial e computação.
Só até a metade do caminho
Durante anos, Elon Musk vendeu a narrativa de que Marte era o grande destino final da humanidade. Colonizar o planeta vermelho virou quase um símbolo da ambição máxima da SpaceX e da própria visão de futuro do bilionário.
Agora, o discurso muda de eixo. A prioridade passou a ser a Lua. A ideia é usar o programa lunar como etapa intermediária para acelerar testes, ganhar escala operacional e amadurecer tecnologias que ainda não estão prontas para uma jornada tão extrema quanto Marte.
Na prática, isso é um reconhecimento de limites. Marte é distante, caro, lento e cheio de variáveis ainda não dominadas. A Lua é próxima, politicamente relevante, tem dinheiro público envolvido e oferece um “campo de testes” muito mais viável para errar, aprender e ajustar rápido.
O sonho de Marte não morreu. Mas, como quase toda grande estratégia, ele precisou ser quebrado em etapas. Às vezes, para chegar ao impossível, é preciso admitir que ainda estamos só até a metade do caminho.
Aceleração no mercado farmacêutico
A Eli Lilly anunciou a compra da biotecnologia Orna Therapeutics por US$ 2,4 bilhões para reforçar sua linha de medicamentos focados em doenças autoimunes e imunologia, usando tecnologia de RNA circular que instrui as células a produzirem terapias dentro do corpo.
Esse movimento faz parte de uma corrida da Lilly para diversificar além do sucesso de seus remédios para obesidade, como o Mounjaro, e competir em áreas de alto crescimento científico e clínico.
Nos últimos dias, a empresa também fechou acordos com a chinesa Innovent Biologics para desenvolver imunologia e oncologia e firmou um negócio de mais de US$ 1,1 bilhão com a alemã Seamless Therapeutics para terapias genéticas, mostrando que a estratégia de M&A está em ritmo acelerado.
É como se a Lilly estivesse montando um “arsenal” de plataformas e parcerias para estar na frente das próximas ondas de tratamentos complexos. Um passo de cada vez rumo a um futuro em que doenças antes intratáveis sejam alvo de soluções inovadoras.
A era dos “chat anúncios".
O ChatGPT começou a testar anúncios dentro das conversas para usuários nos planos Free e Go nos Estados Unidos a partir de ontem, num movimento controverso para um produto que até então evitava publicidade no feed de conversas.
Os anúncios aparecem como blocos claramente rotulados como “patrocinados” ao final das respostas, sem influenciar o conteúdo das respostas da IA, segundo a OpenAI, que afirma que a experiência de chat e a privacidade dos usuários não serão comprometidas.
Essa mudança faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar o acesso à IA sem custo ou com plano mais barato, compensando os altos custos de infraestrutura e mantendo a plataforma sustentável à medida que cresce para bilhões de usuários.
A recepção pública foi… digamos, mista: rivais como a Anthropic aproveitaram a estreia dos anúncios para alfinetar a OpenAI em comerciais do Super Bowl, posicionando seus produtos como alternativas “sem propaganda” e questionando o impacto disso nas conversas.
30 segundos por US$ 10 milhões
No Super Bowl deste ano, um intervalo de 30 segundos de comercial atingiu o recorde de até US$ 10 milhões (cerca de R$ 53,4 milhões), um preço que só reforça o valor publicitário gigantesco do evento mais assistido da televisão nos EUA.
Esse valor não é só pelo tempo no ar, mas pelo poder de atenção concentrada: poucos eventos no mundo conseguem reunir mais de 120 milhões de espectadores simultâneos, transformando cada anúncio num ativo de mídia com alcance global.
A oferta de espaço é limitada e a demanda altíssima, o que faz com que as cotas sejam vendidas com meses de antecedência, algo raro em um mercado publicitário cada vez mais fragmentado.
Nesse cenário, marcas veem cada 30 segundos menos como um intervalo e mais como uma oportunidade de estar no centro da conversa cultural e digital, seja durante o jogo, na repercussão nas redes ou no ciclo de mídia pós-evento.






