Bom dia! Hoje é 2 de novembro. Nesse mesmo dia, no ano 2000, a humanidade fincou raízes definitivas além da atmosfera terrestre quando a missão Soyuz TM-31 atracou com sucesso na Estação Espacial Internacional (ISS). A bordo estavam o astronauta norte-americano William Shepherd e os cosmonautas russos Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev, integrantes da Expedição 1, que inauguraram a presença humana contínua e ininterrupta na órbita baixa do planeta.
Mais do que um triunfo geopolítico e de engenharia aeroespacial, a chegada dessa tripulação transformou a ISS no laboratório orbital mais prolífico da história moderna. O feito abriu caminho para décadas de pesquisas em microgravidade, acelerando descobertas vitais em biotecnologia, desenvolvimento de novos materiais e cooperação científica global.
O Crediário da Amazon.
Você viu que na última semana a Amazon lançou o “Amazon Crédito”, uma linha de crédito exclusiva para comprar na plataforma e pagar parcelado, sem precisar de cartão. É como se fosse um crediário de loja, levado ao ambiente digital.
Segundo a Amazon, o crédito é oferecido no checkout, sem sair do ambiente. Não precisa de um aplicativo extra ou clicar em algum lugar fora dali. A ideia foi tirar toda burocracia do processo e permitir que o crédito esteja pronto na hora do clique em “comprar”.
À medida que você paga as compras feitas, o limite é reestabelecido. Quanto mais você usa e paga, mais crédito disponível você tem. Ele evolui conforme o comportamento do cliente. A ideia foi criar algo simples, direto e sem fricção.
Mas o mais importante é outra coisa: o domínio da véspera da transação financeira. Eu falei disso aqui há algumas semanas. Quem controla o carrinho de compra controla o momento mais quente de uma operação. É o milissegundo antes da transferência de dinheiro.
O iFood dá crédito na hora de pedir pizza ou hambúrguer. O Mercado Livre, via Mercado Pago, oferece crédito antes do cliente clicar em “comprar”. E a Amazon entendeu o poder disso e vai participar desse novo jogo.
Isso, obviamente, afeta os bancos. Uma vez que esse “microcrédito” é oferecido no momento da compra, o domínio da relação de crédito muda de mesa. E, aos pouquinhos, começa uma migração silenciosa de carteira.
Apple de volta ao topo.
A fabricante do iPhone, apontada por muitos como a empresa que ficou para trás na corrida da inteligência artificial, voltou ao topo do mundo, tornando-se a empresa mais valiosa do planeta. Ela superou a Nvidia.
Isso não aconteceu por causa do lançamento do iPhone 18 e muito menos por conta do lançamento do iPhone Duo, dobrável. A resposta está para muito além dos produtos. Está no caixa da companhia.
Enquanto todas as big techs operam com fluxo de caixa negativo há pelo menos 3 trimestres, a Apple continua acumulando dinheiro, entregando lucro e fazendo a receita crescer. Parece que eles seguem o mantra “cash is king".
É claro que a queima de caixa das outras big techs está conectada com a visão de uma demanda futura de IA. Para atender essa demanda esperada, é preciso investir em infraestrutura. O custo vem antes do lucro, o que parece lógico.
Porém, existe sempre o medo de que essa receita futura, que realmente deve aparecer, demore mais do que o previsto. Isso poderia, em teoria, gerar um problema de capacidade de financiamento dessa expansão.
A Próxima Explosão de Lucros
Os analistas de Wall Street estão projetando uma explosão nos lucros de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo nos próximos quatro anos. E os números são impressionantes.
Segundo estimativas compiladas pela Bloomberg, a SpaceX lidera com crescimento projetado de 7.923% no lucro líquido. Na sequência aparecem Marvell (+508%), AMD (+501%), Arm (+335%), Palantir (+334%) e Broadcom (+306%).
A Nvidia, que já vive um ciclo extraordinário de crescimento, ainda teria espaço para aumentar seus lucros em 168%. A Oracle aparece com 193% e a Microsoft com 101%. Mas existe algo interessante nesses números.
As maiores taxas de crescimento esperadas não estão necessariamente nas empresas mais conhecidas pelos consumidores. Estão, em grande parte, nos bastidores da nova economia: semicondutores, infraestrutura computacional, redes e sistemas que tornam a inteligência artificial possível.
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Enquanto isso, gigantes como Meta (+75%), Amazon (+36%) e Alphabet (+30%) apresentam projeções mais moderadas, também porque já operam sobre bases enormes de lucro. É importante lembrar que crescimento percentual não significa lucro absoluto maior. E que estamos falando de estimativas, não de resultados garantidos.
Mas existe um sinal poderoso aqui. A inteligência artificial não está apenas criando uma nova indústria. Está redesenhando a distribuição dos lucros entre as empresas que sustentam a economia digital. E talvez estejamos apenas no começo dessa redistribuição.
Seu Carro Vai Pedir Seu Café
Imagine sair de casa para trabalhar e dizer ao carro: “Quero tomar um café no caminho.” O veículo identifica uma cafeteria na sua rota, calcula o tempo de chegada e faz o pedido no momento certo. Quando você estaciona, seu café está pronto, na temperatura ideal. Parece um detalhe, mas é uma mudança enorme.
Essa é uma das funcionalidades que a Rivian pretende lançar em 2027, segundo Wassym Bensaid, diretor de software da montadora americana. A empresa está transformando o carro em uma plataforma de inteligência artificial conectada à vida do motorista. O assistente já se integra ao Google Calendar e ao Gmail. Agora, a ambição é fazer com que ele execute tarefas no mundo real. E o café é apenas o começo.
Imagine o carro reservando uma mesa para o almoço, encontrando estacionamento perto da sua reunião, reorganizando compromissos diante de um congestionamento ou identificando um problema mecânico e agendando a manutenção automaticamente. Tudo isso sem precisar abrir aplicativos, navegar por telas ou fazer ligações. É a passagem da IA que responde perguntas para a IA que resolve problemas.
Mas existe uma implicação de negócios ainda maior: o carro pode se transformar em um novo canal de comércio, conectando consumidores a restaurantes, lojas e serviços durante seus deslocamentos. Quem controla essa interface pode passar a influenciar onde o consumidor compra, o que compra e quando compra.
Durante décadas, a indústria automobilística competiu por motores, potência, design e conforto. Agora, uma nova dimensão entra nessa disputa: a capacidade de transformar o tempo dentro do carro em conveniência. O futuro do automóvel não será definido apenas por como ele nos leva aos lugares, mas também pelo que consegue fazer por nós durante o caminho.





