Brasileiros na F1, Taiwan em Alta, Apostas em Baixa, Globo x TikTok
Bom dia! Hoje é 22 de janeiro. Nesse mesmo dia, em 1984, a Apple exibiu o icônico comercial “1984” durante o Super Bowl. A campanha foi dirigida por Ridley Scott e tinha como intenção promover o lançamento do Macintosh.
Nubank e Mercado Livre na F1
A entrada de Nubank na Formula 1, em parceria de longo prazo com a Mercedes-Benz, não é só patrocínio. É estratégia. O anúncio feito pelo perfil do Nubank nos EUA deixa claro: a ambição agora é global, segundo o direcional estratégico da companhia, que vai começar a operar nos EUA em breve.
A Fórmula 1 virou uma das últimas plataformas realmente globais de marca. Audiência massiva, público premium e presença em mercados-chave. Não por acaso, o setor financeiro está ocupando esse espaço, seguindo o caminho que as big techs trilharam anos atrás.
Do outro lado, o Mercado Livre acelera por lá também. A parceria com Gabriel Bortoleto e o apoio a outros pilotos mostram uma estratégia clara: associar a marca a talentos e performance, seguindo o que já vem fazendo em outras modalidades.
Quando Nubank e Mercado Livre entram na Fórmula 1, o recado é simples: quem quer ser global precisa jogar no palco global. A tendência está dada. Outras marcas brasileiras ainda podem pintar por lá. Veremos.
Vale mais do que a Tesla
A TSMC, fabricante taiwanesa de chips, já ultrapassou a Tesla em valor de mercado. Avaliada em cerca de US$ 1,5 trilhão, ela fez isso em silêncio, longe dos holofotes e sem o barulho típico das big techs.
Nos bastidores da economia global, a TSMC já se tornou a 6ª empresa mais valiosa do mundo. E mais: hoje ela vale mais do que qualquer empresa chinesa, algo impensável há poucos anos, considerando o peso histórico da China em tecnologia e manufatura.
O motivo é simples e brutal. A TSMC fabrica os chips mais avançados do planeta. Sem ela, não existe IA em escala, não existem data centers modernos, não existem smartphones de última geração. Ela não vende produtos ao consumidor final. Ela vende o “cérebro” que constrói a infraestrutura.
Enquanto o mercado olha para marcas visíveis, a TSMC cresce onde realmente importa: no coração da infraestrutura digital global. Quem controla os chips, controla o futuro. E o futuro para por essa ilhota asiática.
Uma luz no fim do túnel
Mais de 217 mil brasileiros já solicitaram exclusão voluntária de contas em sites de apostas online em pouco mais de um mês desde o lançamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão pelo Governo Federal. O número mostra que muitas pessoas estão buscando se afastar desse tipo de atividade e recuperar o controle sobre seus comportamentos em apostas.
A ferramenta, criada pelo governo no fim de 2025, permite que o cidadão bloqueie o acesso a todas as plataformas de apostas regulamentadas de uma vez, impeça novos cadastros com seu CPF e pare de receber publicidade direcionada. É uma medida relevante de proteção ao consumidor em um setor que movimenta bilhões de reais e envolve milhões de usuários no país.
Entre os motivos mais citados por quem pediu autoexclusão, “perda de controle sobre o jogo” lidera, seguido pela preocupação com uso de dados pessoais e exposição contínua a anúncios. Isso reforça que o impacto das apostas vai além do financeiro e toca questões de saúde mental e privacidade.
Enquanto o setor se consolida e continua regulado, esse volume de pedidos é um alerta para empresas, reguladores e sociedade: é preciso equilibrar os ganhos econômicos com medidas efetivas de redução de danos, apoio a quem enfrenta problemas relacionados ao jogo e mais educação sobre riscos.
TikTok x GloboPop
A Globo decidiu entrar de vez na guerra dos vídeos curtos. Ainda este ano, a empresa deve lançar uma plataforma própria para disputar atenção com TikTok e Kwai, duas plataformas chinesas que acumulam milhões e milhões de usuários.
O projeto, batizado internamente de Globopop, nasce com uma proposta clara: unir o que já viraliza nas redes com conteúdo original produzido pela Globo. O destaque vai para as novelas verticais, pensadas desde a origem para o consumo mobile.
Não é um experimento tímido. Já existe um time dedicado exclusivamente para desenvolver a tecnologia do serviço, que será gratuito. Vídeos curtos deixaram de ser “formato complementar” e passaram a ter protagonismo.
A Globo entendeu bem como o jogo funciona. O valor saiu da TV e foi para os aplicativos de vídeo ou plataformas de streaming. Ficar preso no formato fará com que a empresa perca valor. E isso é o início do fim.






