Alice na Toca do Coelho
A Inteligência Artificial se apresenta, hoje, como a solução mágica para quase tudo. Produtividade, criatividade, eficiência, velocidade. É como se tivéssemos encontrado a tão sonhada chave que abre portas para múltiplos universos de possibilidades. Mas, assim como Alice, não basta cair na toca do coelho: é preciso coragem para atravessar os corredores desconhecidos, enfrentar personagens estranhos e aceitar que as regras daquele mundo não são as mesmas de antes.
Muitos acreditam que basta apertar um botão e a IA fará todo o trabalho. A realidade é outra. Para extrair o melhor da ferramenta, é preciso esforço. Exige disciplina em aprender a perguntar melhor, em estruturar processos que incluam algoritmos como parceiros, em abandonar a mentalidade de que “foi sempre assim, logo continuará sendo”. Não é sobre delegar tudo, mas sobre aprender a jogar um novo jogo.
Esse novo jogo pede desapego ao passado. Modelos de gestão, de carreira e de negócios que funcionaram durante décadas já não entregam mais as mesmas respostas. A IA exige velocidade, experimentação e a disposição de abandonar velhas certezas. É desconfortável, mas é nesse desconforto que nasce a vantagem competitiva.
Assim como no País das Maravilhas, não há mapas prontos. O caminho não é linear, e muitas vezes parecerá confuso. Mas é justamente aí que está a oportunidade: quem se abre ao desconhecido, quem muda o modelo mental, descobre que a IA não é apenas mais uma tecnologia — é uma nova lógica de pensar, criar e viver. O futuro não pertence a quem apenas entra na toca, mas a quem tem coragem de explorar cada canto dela.