Poder da Fini, Prejuízo de Trump, Canetas no Agro, Google em Alta e SUVs Chineses
Bom dia! Hoje é 11 de maio. Neste mesmo dia, em 2011, o Google lançou o Google Music. O serviço foi rebatizado em 2020 para YouTube Music. O número total de assinantes é de 125 milhões de usuários. O serviço é atualmente o 5º maior player de músicas do mundo, com 10% de market share.
O Poder da Fini
A Fini se tornou o ponto central das collabs de sucesso, mostrando que uma marca de guloseimas pode gerar impacto real em outros setores. O primeiro grande acerto foi com a Cimed, na criação do Carmed Fini, que transformou sabores icônicos das balas em produtos de farmácia e rapidamente viralizou, esgotando nas prateleiras e gerando resultados expressivos.
O sucesso da Carmed Fini provou que a Fini tinha algo único: transformar irreverência e diversão em valor de mercado e engajamento, tornando-se uma parceira desejada para colaborações criativas.
O próximo passo foi com a Bauducco, criando cookies em parceria com a Fini. Em pouco mais de um ano, a linha já chegou a 1,7 milhão de lares, ajudando a marca a ganhar participação em um mercado competitivo e agora mirando dobrar o faturamento da collab.
Isso é uma demonstração que combinações não-óbvias podem destravar muito valor. Primeiro, uma farmacêutica se juntou com uma empresa de doces para gerar centenas de milhões em faturamento. Depois, uma marca consolidada como a Bauducco descobre que pode ganhar ainda mais mercado ao trazer sabores diferentes para produtos tradicionais.
Prejuízos de Trump
A Trump Media só se mantém de pé por causa das criptomoedas que acumula - quase 10 mil bitcoins - e outros ativos digitais que somam mais de US$ 2 bilhões. Mas esses ativos são extremamente voláteis e já custaram à empresa US$ 405 milhões de prejuízo no 1º trimestre de 2026, um salto enorme em relação ao mesmo período de 2025, afastando investidores.
No negócio de mídia em si, a situação é ainda mais complicada. A receita continua pequena, mostrando que a empresa não consegue gerar resultado consistente sem os criptoativos. Ou seja, a operação central de Truth Social e outros produtos ainda enfrenta dificuldades reais de crescimento e monetização.
O efeito é direto: enquanto as criptos seguram o caixa, elas também expõem a empresa a oscilações gigantes e prejudicam a confiança do mercado. Crescer só com hype digital é instável e arriscado.
O aprendizado é claro: não dá para depender de ativos voláteis para sustentar um negócio. Estratégia sólida precisa de receita real, consistência e fundamentos, e qualquer aposta especulativa só aumenta o risco de desastre.
Impacto da canetas no agro
As canetas emagrecedoras estão causando impacto no agronegócio, no Brasil e no mundo. No Ceagesp, o consumo de frutas, verduras e legumes já tem impacto direto: quem usa esses medicamentos acaba comendo menos e buscando alimentos mais saudáveis, alterando o fluxo de produtos e o mix que alimenta um setor de R$ 16 bilhões por ano. Isso está influenciando os preços, os volumes comercializados e logística do sistema agroalimentar.
O efeito não é só local. Globalmente, a redução do apetite causada por medicamentos à base de GLP‑1, como Ozempic e Wegovy, está mudando o padrão de consumo: menos ultraprocessados, bebidas açucaradas e snacks, e mais proteínas magras, frutas e verduras. Essa mudança pressiona culturas tradicionais como milho e soja, usadas em ração e alimentos industrializados, e cria oportunidades para produtores de alimentos frescos e nutritivos.
Além disso, indústrias alimentícias já estão se adaptando, reformulando produtos, reduzindo calorias e até criando rótulos “GLP‑1 friendly” para atrair consumidores. O impacto se estende à cadeia de valor global, da produção à logística e marketing, exigindo que o agronegócio se reorganize para atender a essa nova demanda.
As canetas emagrecedoras não mudam só hábitos individuais, elas redesenham diversos setores, chegando até ao agronegócio, mostrando que novas tendências de consumo podem alterar mercados tradicionais da noite para o dia. Quem entende isso, consegue se antecipar, ajustar produção e lucrar com a mudança de preferência dos consumidores.
Do susto ao salto
No início da era da IA generativa, muitos previam que o Google perderia espaço, ameaçado por novas ferramentas e competidores que pareciam mais ágeis. Havia quem apostasse que a empresa não conseguiria se reinventar rápido o suficiente diante da revolução tecnológica.
O que se vê agora, olhando para o gráfico de valor de mercado do último ano, é exatamente o contrário: as ações do Google (Alphabet) saltaram de cerca de US$ 160 para US$ 397, um crescimento de quase 150%. Um movimento que mostra confiança do mercado na capacidade da empresa de navegar, adaptar e liderar mesmo em tempos de transformação intensa.
Mais do que uma alta na bolsa, esse salto mostra que o Google conseguiu se posicionar no momento certo: explorando IA generativa, fortalecendo cloud e publicidade digital, e lançando produtos que realmente fazem diferença no dia a dia das pessoas e empresas.
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O ponto principal é que, na era da inovação, quem parece estar ameaçado pode virar referência. Mas isso só acontece quando estratégia, tecnologia e execução batem de frente com a coragem de rever tudo aquilo que trouxe a empresa até aqui. O Google cresceu tanto em valor porque não teve medo de se reinventar.
China X Resto do Mundo
Apesar das vendas totais de carros elétricos na China estarem ligeiramente em queda, um segmento vem chamando atenção: os SUVs elétricos de 6 lugares. Essa nova leva de modelos, muitos deles voltados para famílias e com preço competitivo, está despertando interesse e pode ser um dos principais motores do mercado em 2026, com estimativa de cerca de 2 milhões de unidades vendidas neste ano, um crescimento de cerca de 33% ano a ano, segundo análise de mercado.
Modelos com mais espaço interno e design voltado para conforto (além de tecnologia e custos menores) estão se tornando uma alternativa interessante tanto para consumidores chineses quanto para fabricantes que tentam se reposicionar em um setor onde a concorrência está cada vez mais acirrada.
A tendência também vem em um contexto em que os fabricantes tradicionais e estrangeiros enfrentam pressão no mercado chinês. Marcas locais se apoiam nesses novos formatos para ganhar tração enquanto procuram diferenciação e vantagem competitiva.
Mesmo em um cenário de vendas domésticas moderadas, os SUVs elétricos de 6 lugares aparecem como um destaque promissor, mostrando que inovação em produto e foco no consumidor podem reanimar segmentos inteiros do mercado automotivo.
Aliás, um dos futuros prováveis é a chegada intensa desses SUVs chineses de 6 lugares no Brasil. Quem já foi pra China e andou nesses carros sabe que eles entregam uma experiência superior. Fique de olho: risco ou oportunidade.







