Mercado Pago Top 10, Fim das Entrevistas, Apple = iPhone e Recado Duro do Mark
Bom dia! Hoje é dia 1 de maio, Dia do Trabalho. Nesse mesmo dia, em 2015, a Tesla lançou a Tesla Energy e as baterias Powerwall e Powerpack, transformando-se de uma fabricante de carros em uma gigante do ecossistema energético. Ao oferecer armazenamento eficiente para energia solar em casas e indústrias, a empresa desafiou o modelo das distribuidoras tradicionais e acelerou a transição global para redes elétricas descentralizadas e sustentáveis.
Mercado Pago no Top 10
Pouca gente percebe o tamanho do movimento que está acontecendo aqui. O Mercado Livre nasceu como um e-commerce, um marketplace. Um lugar para comprar e vender produtos. Mas, ao longo do tempo, entendeu algo muito mais profundo: era preciso controlar o fluxo financeiro.
O Mercado Pago é hoje uma das 10 empresas mais relevantes do setor financeiro na América Latina, no ranking global da revista TIME. E isso não aconteceu por acaso. Ele nasceu como uma solução interna, para resolver a fricção do pagamento dentro do marketplace. Mas, como toda grande plataforma, começou resolvendo um problema específico e terminou redesenhando um mercado inteiro. Saiu do checkout e foi para a vida financeira completa de milhões de pessoas.
O movimento é clássico, mas poucos executam bem. Primeiro, resolve uma dor real. Depois, captura dados. Em seguida, expande para serviços adjacentes. Pagamento vira carteira, carteira vira crédito, crédito vira banco. E quando você percebe, aquela “feature” virou um sistema financeiro paralelo, mais eficiente, mais acessível e, principalmente, mais conectado com a realidade da América Latina.
O reconhecimento da TIME não é só sobre escala. É sobre impacto. O Mercado Pago não cresceu apenas atendendo quem já estava dentro do sistema. Ele cresceu trazendo para dentro milhões de pessoas que nunca tiveram acesso a serviços financeiros. E é aqui que está o ponto: não se trata apenas de fintech. Trata-se de infraestrutura econômica.
No fim, essa história mostra algo maior. As empresas que vão liderar os próximos anos não serão necessariamente as que nasceram no setor que dominam hoje. Serão aquelas que entenderam onde está o fluxo de valor e tiveram coragem de se mover até lá.
O fim da entrevista?
A Amazon está dando um passo que vai muito além de RH. Ao apresentar um software que elimina a entrevista humana em larga escala, a empresa está redefinindo o que significa “avaliar talento”. O novo sistema usa agentes de IA para conduzir entrevistas, analisar candidatos e até gerar recomendações, reduzindo drasticamente o tempo de contratação e permitindo processos massivos com muito mais velocidade.
Esses sistemas não são apenas ferramentas. São agentes capazes de planejar, decidir e executar tarefas com autonomia. No caso da Amazon, isso já está sendo aplicado em contratações que podem chegar a centenas de milhares de pessoas em ciclos sazonais. O que antes exigia exércitos de recrutadores agora pode ser operado por software. E isso muda completamente a escala do jogo.
Existe também uma narrativa interessante por trás disso. A Amazon chama essa abordagem de “humanizar a IA”, ou seja, adaptar a tecnologia ao fluxo humano, e não o contrário. Só que, na prática, o que está acontecendo é o inverso: estamos redesenhando processos humanos para caberem dentro da lógica das máquinas. A entrevista deixa de ser conversa e vira dados. O recrutador deixa de ser filtro e vira exceção.
No fim, isso não é sobre RH. É sobre o futuro do trabalho. Quando agentes passam a decidir quem entra nas empresas, o critério deixa de ser apenas experiência ou narrativa pessoal e passa a ser aderência algorítmica. E aqui está o ponto provocador: talvez não sejam mais as pessoas que escolhem as empresa, mas os sistemas que escolhem as pessoas.
Apple = iPhone
A Apple entregou mais um trimestre forte, mas longe de ser “explosivo”. A empresa reportou cerca de US$ 111 bilhões em receita, superando expectativas do mercado, mas sem aquele efeito de surpresa que costuma mexer com a percepção de crescimento da companhia. O número é sólido, consistente, mas revela um ponto importante: a Apple continua gigante, porém cada vez mais previsível.
O grande motor segue sendo o iPhone. A nova geração, especialmente o iPhone 17, puxou algo próximo de US$ 57 bilhões em receita, com crescimento relevante mesmo em um cenário de restrições de componentes. Isso mostra uma coisa clara: o iPhone ainda é o centro de gravidade da Apple. Não importa o quanto se fale de IA, serviços ou novos dispositivos… o negócio continua orbitando o smartphone.
Mas há um segundo movimento acontecendo. O Mac voltou a crescer, impulsionado por novos modelos e pela expansão para faixas de preço mais acessíveis, como o MacBook Neo. Aqui tem uma mudança interessante: a Apple está tentando ampliar mercado, não só capturar valor no topo. É menos sobre margem premium e mais sobre escala, algo que historicamente não era o DNA da empresa.
No fim, o trimestre mostra um retrato bem claro da Apple atual. O iPhone sustenta o presente. O Mac tenta abrir novas avenidas. E os serviços começam a ganhar peso estrutural dentro da receita. Mas falta ainda o próximo grande salto. A Apple continua extremamente eficiente, mas o mercado já começa a cobrar aquilo que sempre foi sua maior marca: a capacidade de reinventar o jogo. E não apenas executar melhor o mesmo jogo.
A frase é dura, mas…
“Basicamente, temos dois grandes centros de custo na empresa: infraestrutura de computação e itens relacionados a pessoas. Se investirmos mais em uma área para atender nossa comunidade, isso significa que teremos menos capital para alocar em outras. Portanto, precisamos reduzir um pouco o tamanho da empresa.”
A frase de Mark Zuckerberg não deixa margem para interpretação. É matemática pura. É alocação de capital. E, principalmente, é uma escolha clara sobre onde está o futuro.
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O que está por trás disso é uma mudança estrutural na Meta. Não é um ajuste pontual. É a troca de um modelo baseado em pessoas por um modelo baseado em infraestrutura. Data centers, GPUs, modelos de IA e capacidade computacional passam a ser mais estratégicos do que equipes grandes. Não porque pessoas perderam relevância, mas porque a forma de gerar valor mudou.
Essa frase revela algo ainda mais profundo. Durante décadas, crescer significava contratar mais. Escalar era sinônimo de aumentar mais gente. Agora, escalar passa a ser investir em inteligência. Menos gente, mais capacidade. Menos operação manual, mais automação cognitiva. A empresa não está apenas ficando “mais eficiente”. Ela está mudando o seu sistema operacional.
No fim, o ponto não é sobre demissões. É sobre prioridade. E a prioridade está explícita: IA primeiro. Porque, no limite, quem dominar a infraestrutura de inteligência vai definir o ritmo do mercado. E quem não fizer essa escolha agora, provavelmente vai ser forçado a fazer depois, em condições muito piores.






