Luxo além da Bolsa, IA na Caterpillar, Wegovy em Pílula, Queda do CyberTruck e Energia da Amazon
Bom dia! Hoje é 19 de janeiro. Nesse mesmo dia, em 1983, a Apple apresentava o Lisa pela primeira vez. Foi a primeira tentativa de escalar um computador pessoal, trazendo ícones e mouse. Apesar de ser tecnicamente avançado, o produto fracassou. Contudo, ele serviu de base para o que veio depois, o Macintosh.
Luxo além da bolsa
As marcas de luxo estão deixando de ficar só nas roupas, bolsas e sapatos e indo direto para lugares como spas, cafés e restaurantes para se conectar melhor com os consumidores. Marcas como Louis Vuitton e Dior estão investindo em experiências de wellness e serviços que vão além dos produtos tradicionais, aproveitando a crescente demanda por bem-estar e experiências personalizadas.
Esse movimento mostra que o luxo já não se resume a peças de moda, mas passa a fazer parte do dia a dia das pessoas, encontrando clientes nos momentos em que elas relaxam, comem ou cuidam da saúde. É uma estratégia que combina hospitalidade, estilo e exclusividade para criar pontos de contato mais frequentes e memoráveis com as marcas.
Além de spas com tratamentos sofisticados, muitas grifes estão abrindo cafés e restaurantes com identidade própria, onde o design, o menu e a experiência refletem o universo da marca, transformando simples refeições em experiências de luxo. Essa tendência de “luxury hospitality” reforça que as marcas querem estar presentes não só no guarda-roupa, mas nos momentos de lazer.
No fim das contas, o luxo está cada vez mais próximo e integrado à vida das pessoas, com marcas que saem das vitrines e entram em espaços onde os consumidores passam mais tempo, criando vínculos mais profundos e constantes com seu público.
IA nas grandes máquinas
Na Caterpillar, a IA saiu do conceito virou ferramenta que gera resultado. Recentemente a empresa mostrou máquinas pesadas que já operam com IA embarcada, capazes de entender comandos de voz, apoiar decisões e automatizar tarefas diretamente no canteiro de obras.
Uma parceria com a NVIDIA levou a inteligência artificial para a ponta, mesmo em locais sem conexão direta com a nuvem. A IA roda dentro das próprias máquinas, em tempo real, aumentando produtividade, segurança e reduzindo erros operacionais.
O destaque é o assistente de IA da Caterpillar, que orienta operadores, ajuda em diagnósticos, manutenção e uso correto dos equipamentos. Isso otimiza o tempo de treinamento e evoluiu o aprendizado à medida que a máquina trabalha mais.
A IA está, definitivamente, entrando no mundo físico. Construção, mineração e indústria pesada, agronegócio… em todas essas áreas, as máquinas começam a operar com “cérebros” capazes de apoiar decisões, escolher melhores rotas e economizar tempo e dinheiro. Isso tudo já acontece na CAT.
O impacto da pílula
As ações da Novo Nordisk tiveram alta importante na sexta-feira, refletindo os primeiros números de receita com a recomendação médica da pílula Wegovy nos EUA. O novo formato oral do medicamento para perda de peso começou a ser vendido no início de janeiro. Dados de prescrições nos primeiros dias mostram mais de 3 mil receitas registradas, um bom sinal inicial para a empresa e para investidores que aguardavam tração do produto.
Esse desempenho positivo refletiu diretamente no mercado: as ações subiram cerca de 5%, alcançando níveis que não eram vistos desde outubro, à medida que analistas interpretam esses dados como “encorajadores” diante de um segmento ultra-competitivo.
O Wegovy em formato de comprimido representa um passo estratégico importante para a Novo Nordisk, que vinha enfrentando pressão da concorrente Eli Lilly, que domina boa parte do mercado com seus tratamentos injetáveis. A aposta agora é que a conveniência da pílula atraia pacientes que preferem evitar aplicações, ampliando a base de usuários.
Ainda é cedo para concluir que a pílula vai mudar o jogo de vez, mas os primeiros sinais estão positivos e dão à Novo Nordisk um fôlego que estava em falta depois de um ano mais difícil em termos de crescimento. O foco agora é transformar esse início promissor em crescimento real de receita nos próximos trimestres.
O número 1… só que não.
As vendas da Tesla Cybertruck despencaram em 2025 nos Estados Unidos, com números mostrando a maior queda entre todos os veículos elétricos no país. O tombo foi de de 48% em relação ao ano anterior, passando de quase 39.000 unidades para cerca de 20.000.
Esse declínio confirma que o interesse inicial pela picape elétrica de design futurista não se sustentou, mesmo após a empolgação no lançamento, e ficou muito abaixo das metas que a própria Tesla havia divulgado.
O resultado também reflete um cenario mais amplo de afrouxamento do mercado de EVs em 2025, com consumidores encontrando menos incentivos fiscais e escolhendo modelos mais acessíveis ou práticos.
Para a Tesla, isso significa revisar expectativas de demanda e competir mais forte tanto com rivais tradicionais quanto com marcas chinesas que têm ganhado espaço global nos elétricos.
Apagão de reputação
O avanço da IA colocou os data centers no centro do crescimento das big techs. Mas também colocou um risco novo na mesa: energia. Se a expansão dessas infraestruturas pressionar a rede elétrica e encarecer a conta de luz das pessoas, o problema deixa de ser técnico e vira reputacional.
Quando o cidadão percebe que paga mais caro pela energia enquanto empresas trilionárias escalam seus negócios, o humor muda rápido. Esse mesmo cidadão é cliente de alguma big tech e por isso ele tem um peso dobrado. A "licença social” para crescer começa a ser questionada.
A Amazon entendeu o sinal e se posicionou publicamente, deixando claro que não pretende transferir esse custo para a população. É um movimento preventivo, mas necessário.
Outras big techs terão que fazer o mesmo. IA, nuvem e data centers só escalam com aceitação social. Se a tecnologia pesar no bolso das pessoas, o custo não será só energético. Será de marca, de reputação.







