Cortes na Amazon, Sorvete Chinês, Algoritmo Médico, Robôs no Mercado e a Capital Chines da IA
Bom dia! Hoje é 26 de janeiro. Nesse mesmo dia, em 1983, nascia o software Lotus. Ele foi o “avô” do Excel e mostrou o quanto os computadores poderiam estar integrados aos processos gerenciais das empresas.
Cortes na Amazon
Essa semana deve ficar marcada por mais um grande corte de funcionários na Amazon. Em outubro de 2025 a empresa disse que planejava reduzir o time em até 30 mil pessoas. Lá foram demitidos 14 mil e é provável que o restante vá agora.
Pelo que se sabe até aqui, as áreas mais afetadas devem ser AWS, Amazon Video e o Time de RH. As justificativas são muitas, mas o que o CEO da companhia ressaltou é que o objetivo principal é a redução de burocracia.
Isso conecta com outro ponto já comentado por Andy Jassy, o chefão da empresa. Ele disse que existem muitos “gerentes” na empresa, fazendo referência a um número muito grande de líderes na metade do escalão, que são pouco produtivos.
Caso as demissões (que devem começar na terça-feria) se confirmem, será o maior corte de empregos na história da companhia, superando até mesmo a onda de demissões que ocorreu na pandemia, onde 27 mil vagas foram cortadas.
Chegou o sorvete chinês
A Mixue Ice Cream & Tea, a gigante chinesa de sorvetes e chá, acaba de inaugurar sua primeira loja em São Paulo, no Shopping Cidade São Paulo. Esse é só o primeiro movimento de um plano de expansão de R$ 3,2 bilhões em investimentos.
O que impressiona nisso são os números. Primeiro, a geração de empregos, que deve chegar a 25 mil postos diretos. Depois, o número global de lojas que a Mixue tem no mundo: 45 mil unidades, superando o McDonald's.
A entrada da Mixue no Brasil significa que o varejo chinês, que já se consolidou no mundo digital, está colocando seu primeiro pé no varejo físico. E isso pode significar uma enorme revolução. O tempo vai dizer.
Pra nós, por aqui, é um sinal de alerta. É claro que muitos fatores determinam se uma marca ou produto conseguem vencer num novo mercado. Mas, uma forma ou de outra, com sucesso ou fracasso, a Mixue vai abrindo o caminho.
Revolução da Amazon na saúde
A Amazon lançou um algoritmo de IA, focado em saúde. O Health AI fica dentro do One Medical e funciona como um assistente de saúde integrado ao serviço médico adquirido pela companhia em 2023.
O algoritmo é um assistente que opera 24/7 e usa o histórico médico completo do paciente (incluindo exames, medicamentos e resultados laboratoriais) para fornecer orientação sobre sintomas, explicar resultados de exames, responder perguntas de saúde, ajudar a escolher o tipo de cuidado adequado, agendar consultas e até gerenciar renovações de receitas.
Estamos vendo o início de um processo em que a inteligência artificial dá os primeiros passos para ser um “médico iniciante", que consegue resolver parte dos problemas e gerar orientações para problemas de baixa complexidade.
Vale lembrar que esse lançamento da Amazon vem logo depois do ChatGPT anunciar o ChatGPT Health, um algoritmo focado em saúde, que busca auxiliar as pessoas em dúvidas e situações muito semelhantes ao que o Amazon se propõe a fazer.
Robôs no mercado
A Tesla pretende começar a vender o robô humanoide Optimus no próximo ano, segundo Elon Musk. Até agora, o robô vinha sendo testado principalmente dentro das fábricas da própria empresa, executando tarefas repetitivas e operacionais.
O Optimus foi desenhado para operar em ambientes humanos, sem necessidade de adaptações. Ele é um robô generalista, capaz de executar atividades físicas que hoje dependem de pessoas, tanto na indústria quanto, em breve, em casas e escritórios.
Musk afirma que o foco agora é escala, custo e confiabilidade. O plano é produzir em volume e reduzir drasticamente o preço ao longo do tempo, transformando o robô em um produto comercial viável, não apenas uma demonstração tecnológica.
Se isso se confirmar, a Tesla deixa claro que não está disputando só o mercado automotivo. Ela está se posicionando para liderar a próxima grande onda da automação: robôs físicos, inteligentes e integrados ao mundo real.
Xangai, a capital da IA
Xangai reúne cerca de 300 mil profissionais de inteligência artificial, o que representa aproximadamente um terço de todo o talento de IA da China, segundo uma pesquisa recente. Essa concentração coloca a cidade como um dos principais polos globais de desenvolvimento e aplicação prática de IA.
A grande maioria desses profissionais está envolvida diretamente na aplicação industrial da IA, especialmente na manufatura inteligente e processos produtivos, não apenas em pesquisa acadêmica. Isso significa que Xangai não é só um centro de tecnologia, mas um hub em que IA está sendo empregada para resolver problemas reais de eficiência e produção.
O relatório também mostra que na cidade já foram registrados centenas de grandes modelos de IA e que dezenas de empresas significativas em IA estão crescendo rapidamente em receita e lucro. A China não está de brincadeira nessa frente.







