BYD Wins, Prato Kids para Adultos, Chips Cerebrais em Massa e Londres Chinesa
Bom dia! Hoje é 5 de janeiro. Nesse mesmo dia, em 1999, o Napster era lançado. Ali a indústria da música começou sua jornada para chegar ao Spotify. O Napster operou numa "zona cinzenta”, mas rapidamente a indústria da música reagiu e a Justiça declarou que o negócio era ilegal. A falência veio em 2002.
BYD deixou a Tesla para trás
Enquanto a Tesla, de Elon Musk, viu suas vendas recuarem quase 9% em 2025, a chinesa BYD disparou na liderança. Os asiáticos venderam 2,26 milhões de carros elétricos globalmente, enquanto os americanos venderam 1,64 milhão.
Os números da BYD, aliás, são muito maiores do que isso, se incluirmos também os carros híbridos nessa conta. Somados, elétricos e híbridos da BYD chegaram às mãos de 4,6 milhões de novos proprietários em 2025.
A queda nas vendas da Tesla acontecem num momento onde Elon Musk parece acreditar que o futuro da companhia está mais na inteligência artificial e nos robôs do que nos carros. E isso pode ter impactos no médio prazo.
Nos últimos 12 meses, as ações da Tesla caíram 5% no período. Apesar da queda nas vendas dos carros, o mercado não se assustou tanto. Afinal de contas, tem muito mais dinheiro nos algoritmos do que nas rodas.
Prato Kids para todos
O avanço cada vez maior das canetas emagrecedoras está fazendo os restaurantes nos EUA redefinirem seus cardápios. Como os usuários das canetas comem bem menos do que antes, um prato inteiro deixado pela metade custa o “dobro”.
A relação custo x benefício ficou ruim para quem come só 50% da porção. A solução então é criar “pratos kids” para todos. Porções menores, com preço ajustado, que devolvem a sensação de “justiça” na hora de pagar a conta.
Estima-se que o mercado de canetas emagrecedoras em breve será de US$ 20 bilhões. Enquanto isso, as farmacêuticas estão migrando a “plataforma": além de canetas, Ozempic e Mounjaro estão perto de serem vendidos em cápsulas.
O que os restaurantes estão fazendo é um movimento de ajuste, necessário quando uma mudança de consumo está em curso. Quem não se adapta acaba ficando menos relevante. E num mundo que muda o tempo todo, isso não é bom.
Chips cerebrais em massa
A Neuralink, empresa de interfaces cérebro-computador de Elon Musk, anunciou que pretende iniciar a produção em larga escala de seus implantes cerebrais neste ano. A ideia é transformar o dispositivo em um produto com capacidade industrial.
O plano inclui também uma cirurgia de implantação quase totalmente automatizada, com o objetivo de tornar o processo mais simples, acessível e menos invasivo do que as abordagens atuais. Isso diminui o risco e receio.
Esses chips, que já estão sendo testados em humanos desde 2024, têm como principal foco ajudar pessoas com paralisias severas a controlarem computadores, robôs ou dispositivos digitais apenas com o pensamento.
O movimento da Neuralink representa um passo importante na área de neurotecnologia, aproximando uma visão futurista de conexão direta entre cérebro e máquinas, ao mesmo tempo em que levanta debates sobre riscos, ética e impacto social dessas tecnologias.
A tradição londrina agora é chinesa
Os táxis de Londres - assim como os ônibus vermelhos - são um ícone global. Para quem chega na cidade, eles parecem dar “boas vindas”. Afinal de contas, em nenhum outro lugar eles aparecem juntos. Como disse, são um traço cultural local.
Na Inglaterra, a “invasão” dos carros chineses é bem menos perceptível do que no Brasil. Mas quem olha para as ruas e enxerga marcas alemãs, francesas e americanas quase não percebe um detalhe silencioso, mas muito significativo.
Os tais táxis icônicos são fabricados por uma empresa chamada LEVC - London EV Company. Essa empresa, que produz os modelos atuais de táxi desde 2017, pertence a ninguém menos que a Geely, uma montadora chinesa gigante.
A Geely é, como eu disse, uma montadora gigantesca. Além dos tradicionais táxis londrinos, a companhia chinesa é dona também de outro ícone da indústria automobilística européia: a Volvo. E isso deixa a história ainda mais curiosa.
Muita gente diz que nunca terá um carro da China. Mas se essas mesmas pessoas fossem perguntadas se gostariam de ter um Volvo, a resposta certamente seria “sim". Nos dois casos, esses motoristas estariam dirigindo um carro chinês.






