Ajuste no Cardápio, Tesla Despenca, IA no Irã e Padaria de US$ 300 Milhões
Bom dia. Hoje é 13 de abril. Nesse mesmo dia, em 1970, um dos tanques de oxigênio da Apollo 13 explodiu, dando início a um dos maiores dramas da história da exploração espacial.
Ajuste no cardápio
O Mounjaro já não é mais só tema de farmácia. Ele está mudando o comportamento dentro dos restaurantes. Segundo estudo da Abrasel com 1.417 estabelecimentos, mais de 6 em cada 10 bares e restaurantes já percebem alterações no consumo. O cliente continua frequentando os espaços, mas come menos, divide mais e troca bebidas alcoólicas por opções sem álcool.
Os números detalham essa transformação: 56% dos restaurantes registram queda nos pratos principais, enquanto 64% veem crescimento nas miniporções, que alguns já apelidaram de “Menu Mounjaro”. Em alguns restaurantes essas versões menores já representam 25% dos pedidos.
O impacto se estende às bebidas: 53% dos estabelecimentos notam aumento no consumo de drinks sem álcool. O hábito social se mantém, mas ajusta-se às restrições impostas pelos medicamentos. Isso está forçando bares e restaurantes a repensar estratégias de menu, combos e até preços, alinhando-se a um novo perfil de consumo mais consciente.
E a tendência deve acelerar: a chegada das versões genéricas do Mounjaro promete expandir o uso para a classe média, ampliando o efeito no setor. As canetas emagrecedoras não estão apenas transformando corpos, estão reformulando hábitos e estratégias de mercado.
Tesla continua em queda
A Tesla viu suas vendas nos EUA caírem no 1º trimestre. Estimativas da apontam uma queda de cerca de 8,4% no volume de veículos vendidos em relação ao mesmo período do ano passado, com cerca de 117.300 unidades entregues entre janeiro e março.
O mais interessante é que essa retração não impediu a Tesla de ganhar participação de mercado: apesar do mercado geral de carros elétricos estar encolhendo fortemente, a Tesla saltou de 43% para 54% de fatia no segmento nos EUA, porque outros fabricantes sofreram quedas ainda maiores.
O Modelo Y continua sendo o grande motor desse desempenho. Ele cresceu cerca de 22% em vendas no período e representou mais da metade das vendas da própria Tesla, mantendo a liderança absoluta em volumes nos EUA.
Em contraste, outros modelos como o Model 3 e o Cybertruck tiveram quedas significativas no mesmo período, o que enfatiza a dependência da estratégia de vendas da Tesla na força do Y.
Projeto Maven na Guera do Irã
O Project Maven é um programa de inteligência artificial criado pelo Departamento de Defesa dos EUA em 2017, oficialmente chamado Algorithmic Warfare Cross‑Functional Team, com o objetivo de aplicar aprendizado de máquina para processar grandes quantidades de dados de drones, satélites e outros sensores em zonas de conflito.
Nos últimos meses - e com o avanço da IA - esse sistema se tornou uma ferramenta central na estratégia dos EUA contra o Irã. Ele analisa em alta velocidade imagens e sinais, destacando automaticamente possíveis alvos e sugerindo o tipo de arma a ser usada contra cada um, o que agiliza muito o processo de tomada de decisão no campo de batalha.
A tecnologia foi ampliada com a entrada da empresa Palantir como parceira principal depois da saída do Google em 2018, e contratos com o Pentágono cresceram substancialmente, passando de US$ 500 milhões em 2024 para cerca de US$ 1,3 bilhão em 2025, antes de o programa ser formalizado como política de longo prazo em 2026.
Apesar do poderoso uso de IA nos conflitos, o sistema não funciona de maneira autônoma: analistas humanos continuam avaliando e aprovando cada alvo antes de qualquer ação letal, e há um debate crescente sobre os limites éticos e legais do uso de IA em decisões de guerra.
Padaria de US$ 300 milhões
A PopUp Bagels acabou de entrar para o radar do venture capital de alto risco. A Tiger Global, que já apostou em Meta, OpenAI e Waymo, avaliou a empresa em US$ 300 milhões, cinco vezes o valor de apenas cinco meses atrás. É uma valorização meteórica para uma padaria que nasceu em 2020, na cozinha do fundador, e que hoje já tem 30 unidades próprias e 300 franquias assinadas.
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O modelo de operação chama atenção pela simplicidade: lojas compactas, cinco tipos de bagel e três opções de cream cheese, sem fritadeiras, refrigerantes ou máquinas de gelo. O menu enxuto não limita o crescimento. Pelo contrário, gera eficiência e consistência em escala, transformando cada unidade em uma operação enxuta e previsível.
O ticket médio de US$ 24 por cliente, vendido apenas em pacotes de 3, 6 ou 12 bagels, faz com que cada transação tenha valor significativo. Além disso, a participação de celebridades e atletas como acionistas adiciona marketing orgânico e status à marca, sem precisar de campanhas complexas. É um modelo de crescimento que combina exclusividade, ritual e escala.
O caso da PopUp Bagels evidencia algo simples, mas poderoso: é possível construir negócios bilionários a partir da especialização em um único produto, quando simplicidade, experiência e modelo financeiro se alinham. Em mercados saturados, foco e objetividade ainda podem ser o diferencial que define quem escala e quem fica para trás.






