Nos primeiros 45 dias do segundo mandato do presidente Donald Trump, diversos eventos significativos impactaram as big techs. Alguns são positivos, outros nem tanto. Fato é que a cada nova taxação, pronunciamento ou post, o presidente dos EUA influencia diretamente as empresas mais valiosas da América.
Listei alguns fatos relevantes - de iniciativa do governo ou das próprias empresas - que aconteceram nesse período inicial de mandato de Trump. Obviamente muito mais coisas podem ter impacto, mas coloquei o holofote sobre essas:
Anúncio do Projeto Stargate: Em 21 de janeiro de 2025, Trump anunciou o Projeto Stargate, uma iniciativa conjunta com OpenAI, SoftBank e Oracle, visando investir até US$ 500 bilhões na infraestrutura de inteligência artificial nos EUA até 2029. O projeto planeja construir até 20 grandes centros de dados de IA no país, com um investimento inicial de US$ 100 bilhões.
Investimento de US$ 500 bilhões pela Apple: A Apple anunciou um plano de investir US$ 500 bilhões nos EUA nos próximos quatro anos, abrangendo a construção de novas fábricas, investimento em infraestrutura tecnológica, geração de 20 mil empregos e mais dinheiro para pesquisa, reduzindo sua dependência das fábricas chinesas.
Vendas da Tesla e Musk na Política: As vendas da Tesla na Europa caíram 45% em janeiro de 2025, atribuídas ao boicote dos consumidores em resposta ao envolvimento político de Elon Musk com o governo Trump. Nos EUA, protestos aconteceram em lojas e fábricas e consumidores estão trocando o emblema da Tesla, nos carros, por outros de montadoras tradicionais.
Investimento de US$ 200 bilhões pela Meta: A Meta anunciou um investimento de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA e tecnologias emergentes nos EUA, reforçando seu compromisso com a inovação e a liderança tecnológica. O dinheiro será aplicado na construção de supercomputadores, data centers e infraestrutura de dados, além da pesquisa e desenvolvimento.
100 bilhões TSMC nos EUA: A fabricantes de chips de Taiwan anunciou um investimento de US$ 100 bilhões para expandir a capacidade de fabricação de chips nos EUA, incluindo a construção de novas fábricas no Arizona. A disputa geopolítica entre Estados Unidos, China e União Européia acelerou a busca dos EUA pela autossuficiência na produção de chips, placas e processadores.
Revogação de Regulamentações de IA: Trump anulou decretos anteriores que impunham restrições ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, facilitando a vida das big techs. Agora, o processo de treinamento dos algoritmos é mais rápido e os processos regulatórios de checagem de informação são menos rigorosos, o que deve gerar mais velocidade e menores custos.
Alinhamento Político das Big Techs: Líderes de empresas como Meta, Google e Amazon, Apple e Tesla demonstraram apoio público a Trump, contrastando com posturas anteriores mais neutras ou críticas. Todas elas estão revendo suas políticas de diversidade e inclusão, pressionadas pelo presidente. Até mesmo a Apple, a mais resistente no assunto, baixou a guarda.
Flexibilização na Moderação de Conteúdo: A Meta - e por ventura outras plataformas de redes sociais - podem alterar suas políticas de moderação, sob a justificativa de proteger a liberdade de expressão. A ideia é de que o padrão seja parecido com aquilo que é feito hoje no X, ex-Twitter, que foi adquirido por Elon Musk há alguns anos. Musk que hoje é parte do governo Trump.
Venda Forçada do TikTok: Trump assinou uma ordem executiva que suspendeu a aplicação da proibição do TikTok por 75 dias, permitindo que a popular aplicação de entretenimento continuasse a funcionar nos EUA durante esse período. Porém, depois disso, uma empresa americana terá que comprar 51% do aplicativo, para que ele possa continuar funcionando por lá.
Como eu disse no início, muitas das iniciativas tomadas por Trump agitaram o ambiente das big tech. A máxima “Make America Great Again” fez os CEOs dessas empresas colocarem a mão no bolso para investir em terras americanas.
É claro que essa onda enorme de investimentos nos EUA gera o mesmo efeito do outro lado do mundo. A Europa anunciou US$ 309 bilhões de investimentos em IA e as companhias chinesas aceleraram a divulgação das suas tecnologias.
Fato é que as "7 Magníficas", como são chamadas Apple, Microsoft, Amazon, Google, Meta, Nvidia e Tesla, estão no centro da política interna e externa dos EUA, como nunca antes na história. E isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo.
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Separei 2 artigos que podem ajudá-lo a entender melhor a razão pela qual Trump está “forçando” as big techs a investirem nos EUA. Clique abaixo e leia.




Observações sempre muito oportunas e pertinentes.